segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Promiscuidade Científica


Quando eu "entrei" na ciência nos anos 90 (durante a graduação ainda), senti que poderia contribuir e compartilhar de alguma forma as minhas habilidades facultativas. Descobri, que nesse "meio" existia hierarquia e que eu não conseguiria, até certa idade, ter a liberdade de executar as minhas mais íntimas idéias, mesmo que banais, mas básicas e naturais, uma vez que o mercado que me esperava já era ávido por dinheiro. Afinal de contas os projetos precisam de dinheiro.
Dinheiro, eis o problema.
Dinheiro que torna as pessoas promíscuas dentro de um meio que acabou tropeçando pelas próprias pernas. Hoje nós fazemos uma ciência burocrata, elitista, nepotista, suja e com resultados forçados.
Embora importantes, alguns trabalhos viram piada, mas acreditem, existem coisas piores nos "corredores" dos laboratórios no Brasil.
Vejam a intimidade de C. J. Meredith em artigo publicado agora em julho na astrobites. Se aqui nesse país tivéssemos a metade da liberdade que "lá fora" se tem pra fazer ciência, não precisaríamos de bolsa no exterior.

Colonization of Mars is a hot topic, but associated discussion usually centers around “how do we get there?” or “how do we build a stable colony once we’re there?” Although evaluation of survival and practical tactics is only logical, it can also be interesting to examine how major parts of our culture would transform in this new environment.

One major component of our culture — as evidenced by the fact that it’s the most popular sport as measured by number of television viewers world-wide — is association football (otherwise known as soccer). With this in mind, the authors address a creative question: how would the game of football change if it were played on Mars?

DETELHES em http://astrobites.com/2011/07/07/football-on-mars-a-lesson-in-creative-thinking/

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